Oração do Rock
“Rock nosso que estais na veia
Muito escutado seja vosso solo
Venha nois o riff inteiro
Seja feito barulho a vontade
Assim em casa como no show
Musica boa de cada dia nos dai hoje
Perdoai nossas loucuras
Assim como nois perdoamos os pagodeiros com aquelas musicas horriveis!!!
Naum nos deixeis cair em pagode
E livrai-nos do axé
AMEM”.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
VOCE JÁ PEGOU UMA GAROTA DESSE TIPO ??
1. Filhinha do papai: não importa qual seja a idade da garota, ela se comporta como a princesinha do reino distante e quer ser tratada com todo o mimo do mundo. Discordar dela é motivo para cara feia e uma sessão de gelo até o momento em que você engole seu amor-próprio e se desculpa. Apesar de vir com uma lista de proibições redigida pelo velhão, a mocinha tem a vantagem de conhecer uma série de truques para burlar a segurança. Só que essa é a única vantagem.
2. Jogadora de pôquer: verdadeira mestre em blefar e levar seu jogo quando você acha que está com a mão que pediu a Deus. Ela seduz, te faz achar que você é o cara, que vai ficar com você, mas sempre posterga o momento do seu bote. Acredite, você vai ficar sozinho, frustrado e desesperado, pensando que o problema é seu. Não é.
3. Diva de ópera: ela não chega, estréia! Não importa onde você está e com quem está conversando, ela tem que ser o centro das atenções. Tudo gira em torno desse tipo de garota, e ela vai usar técnicas avançadas como alto tom de voz, gesticulação excessiva e, se precisar, roupas extravagantes. A personalidade forte dela encanta obviamente, mas você será como Ken para a Barbie: um acessório.
4. Viúva traumatizada: se ela começar um papo dizendo que acabou de sair de um relacionamento intenso, corra como Forrest Gump. Porque mesmo que você consiga conquistá-la, a justificativa para te dispensar vai estar sempre no ar e ela é especialista em sabotar novos relacionamentos, especialmente com mensagens truncadas e confusas. E mais: aguarde o momento onde qualquer ato menor seu será classificado como “igual ao que o falecido fazia”.
5. “Coelhinho na panela”: essa é em homenagem ao clássico Atração Fatal, filme em que Glenn Close mata os animais de estimação do filho do amante, porque ele quer dispensá-la. Ela geralmente é ciumenta demais, vasculha seu Orkut e seu MSN em busca de registros infelizes e, nunca, em hipótese alguma, você pode ter amigas. Nem primas. Nem amigos. E, quando ela se vê ameaçada, é escândalo na certa.
6. Gigante do ringue: a vida a dois com ela é uma verdadeira luta livre emocional. Ela vai discutir sobre tudo com você, mesmo porque a grande maioria acha que homem não presta e que está sempre tentando diminuí-la ou insultando-a. E, mesmo que você controle o que fala, suas palavras serão sempre distorcidas e interpretadas da maneira que ela quer.
7. Mama italiana: você não é o namorado. É o filho. Ela vai cuidar de você, corrigir sua maneira de falar, de se portar e de se vestir. Apesar de não ser de todo mal e as intenções serem as melhores possíveis, a pressão pode chegar a ser insuportável. A macarronada de domingo, porém, é deliciosa.
8. Desesperada de grinalda: essa passou tanto tempo esperando pelo príncipe encantado e pela vida dos contos de fada, que agora bateu aquela urgência de casar, procriar e perpetuar a espécie. Ela não quer realmente saber quem você é ou que deseja, desde que você seja elegível para o altar. Sua maior arma secreta chama-se gravidez.
9. Vulcão sexual: sabe aquela menina que é muito sedutora e te deixou de quatro com sua sensualidade? Pois é, ela faz questão de que todos os caras sintam o mesmo. E isso vai incluir seus amigos, os amigos dela, seu pai, seu primo de Santa Bárbara D´Oeste e mais uma multidão de desconhecidos. Seguramente, você será dispensado quando aparecer algo melhor.
10. Embalagem perfeita: possui um rosto lindo, com um corpo que foi esculpido, mas na hora de abrir a boca, não tem nada a dizer, a não ser fofocas, novelas e BBB. Obviamente, ela dá um status tremendo (desde que só sorria e acene em eventos sociais) e é o objeto com o qual os sonhos são feitos, mas se você quiser ter um papo mais denso com ela, provavelmente ouvirá: “o que quer dizer denso?”.
11. Caçadora de talentos: para sair com ela você vai precisar entregar suas três últimas declarações do IR, ter carro do ano (não vale aí ser 1000 ou popular, diga-se de passagem) e usar só roupas de marca. Ou, para facilitar o processo, deve jogar como titular em algum time de futebol de primeira linha. Ela nunca vai por a mão na própria carteira e, apesar de toda a doçura inicial, vai sempre querer mais. E ai de você se o dinheiro acabar.
12. Mal me quer, Bem me quer: gentil, afável, apaixonada, ela parece ser a mulher que você pediu ao seu santo favorito, até o momento que começa a duvidar de todas as decisões que faz, leva horas escolhendo roupas, acessórios e maquiagem e liga pelo menos cinco vezes ao dia para “ouvir sua voz” e lhe perguntar para onde o relacionamento está indo. Assim, você passará seus dias tomando todas as decisões do casal e reafirmando à insegura donzela que ela é atraente e desejável.
2. Jogadora de pôquer: verdadeira mestre em blefar e levar seu jogo quando você acha que está com a mão que pediu a Deus. Ela seduz, te faz achar que você é o cara, que vai ficar com você, mas sempre posterga o momento do seu bote. Acredite, você vai ficar sozinho, frustrado e desesperado, pensando que o problema é seu. Não é.
3. Diva de ópera: ela não chega, estréia! Não importa onde você está e com quem está conversando, ela tem que ser o centro das atenções. Tudo gira em torno desse tipo de garota, e ela vai usar técnicas avançadas como alto tom de voz, gesticulação excessiva e, se precisar, roupas extravagantes. A personalidade forte dela encanta obviamente, mas você será como Ken para a Barbie: um acessório.
4. Viúva traumatizada: se ela começar um papo dizendo que acabou de sair de um relacionamento intenso, corra como Forrest Gump. Porque mesmo que você consiga conquistá-la, a justificativa para te dispensar vai estar sempre no ar e ela é especialista em sabotar novos relacionamentos, especialmente com mensagens truncadas e confusas. E mais: aguarde o momento onde qualquer ato menor seu será classificado como “igual ao que o falecido fazia”.
5. “Coelhinho na panela”: essa é em homenagem ao clássico Atração Fatal, filme em que Glenn Close mata os animais de estimação do filho do amante, porque ele quer dispensá-la. Ela geralmente é ciumenta demais, vasculha seu Orkut e seu MSN em busca de registros infelizes e, nunca, em hipótese alguma, você pode ter amigas. Nem primas. Nem amigos. E, quando ela se vê ameaçada, é escândalo na certa.
6. Gigante do ringue: a vida a dois com ela é uma verdadeira luta livre emocional. Ela vai discutir sobre tudo com você, mesmo porque a grande maioria acha que homem não presta e que está sempre tentando diminuí-la ou insultando-a. E, mesmo que você controle o que fala, suas palavras serão sempre distorcidas e interpretadas da maneira que ela quer.
7. Mama italiana: você não é o namorado. É o filho. Ela vai cuidar de você, corrigir sua maneira de falar, de se portar e de se vestir. Apesar de não ser de todo mal e as intenções serem as melhores possíveis, a pressão pode chegar a ser insuportável. A macarronada de domingo, porém, é deliciosa.
8. Desesperada de grinalda: essa passou tanto tempo esperando pelo príncipe encantado e pela vida dos contos de fada, que agora bateu aquela urgência de casar, procriar e perpetuar a espécie. Ela não quer realmente saber quem você é ou que deseja, desde que você seja elegível para o altar. Sua maior arma secreta chama-se gravidez.
9. Vulcão sexual: sabe aquela menina que é muito sedutora e te deixou de quatro com sua sensualidade? Pois é, ela faz questão de que todos os caras sintam o mesmo. E isso vai incluir seus amigos, os amigos dela, seu pai, seu primo de Santa Bárbara D´Oeste e mais uma multidão de desconhecidos. Seguramente, você será dispensado quando aparecer algo melhor.
10. Embalagem perfeita: possui um rosto lindo, com um corpo que foi esculpido, mas na hora de abrir a boca, não tem nada a dizer, a não ser fofocas, novelas e BBB. Obviamente, ela dá um status tremendo (desde que só sorria e acene em eventos sociais) e é o objeto com o qual os sonhos são feitos, mas se você quiser ter um papo mais denso com ela, provavelmente ouvirá: “o que quer dizer denso?”.
11. Caçadora de talentos: para sair com ela você vai precisar entregar suas três últimas declarações do IR, ter carro do ano (não vale aí ser 1000 ou popular, diga-se de passagem) e usar só roupas de marca. Ou, para facilitar o processo, deve jogar como titular em algum time de futebol de primeira linha. Ela nunca vai por a mão na própria carteira e, apesar de toda a doçura inicial, vai sempre querer mais. E ai de você se o dinheiro acabar.
12. Mal me quer, Bem me quer: gentil, afável, apaixonada, ela parece ser a mulher que você pediu ao seu santo favorito, até o momento que começa a duvidar de todas as decisões que faz, leva horas escolhendo roupas, acessórios e maquiagem e liga pelo menos cinco vezes ao dia para “ouvir sua voz” e lhe perguntar para onde o relacionamento está indo. Assim, você passará seus dias tomando todas as decisões do casal e reafirmando à insegura donzela que ela é atraente e desejável.

História do Rock Brasileiro e os principais classicos da época..
Introdução
O rock brasileiro nasceu tão logo Elvis Presley disparou o primeiro dos três acordes de That's Alright Mama, e as primeiras cenas de "Rock Around The Clock/Balanço das Horas" - passaram nas telas dos cinemas brasileiros, com a trilha sonora de Bill Halley & His Comets. Em meados dos anos 50, inicialmente pelas mãos e vozes de orquestras de baile e cantores populares, como Betinho e Seu Conjunto, Nora Ney e Cauby Peixoto, o rock and roll tomou conta dos rádios, televisões e produziu ídolos como Sérgio Murillo, Tony e Celly Campello. Em seguida, com a entrada em cena da fase instrumental, os novos roqueiros agregaram à história do rock nacional os sons das guitarras, influenciados por grupos como os ingleses Shadows e os americanos Ventures, ampliando a cultura musical da juventude. Depois, nos anos 60, com a chegada dos Beatles, dos Rolling Stones e Jimi Hendrix, vieram a Jovem Guarda, a Tropicália e o som de garagem, com seus yê-yê-yês, distorções de guitarras e contestação. A experiência acumulada desembocou na geração dos anos 70, com o rock made in Brazil, que aprofundou as misturas sonoras, incorporando o progressivo, a música rural e outros sons nordestinos. As várias fases do rock brasileiro seguem explicadas abaixo.
Anos 50
A história do rock no Brasil é basicamente a mesma dos demais países, exceto Estados Unidos, onde ele nasceu, e Inglaterra, onde, de certa forma, o skiffle assimilou a seu jeito e de forma mais rápida a nova linguagem musical. Ao chegar em terras brasileiras, diante da inexperiência dos jovens frente ao ritmo novo, aos instrumentos e, mesmo, à falta de espaço social para a juventude, o rock and roll foi absorvido inicialmente pelas orquestras de jazz, e pelos cantores tradicionais, responsáveis pelos primeiros hits do novo gênero. Assim, Nora Ney, uma cantora de boleros e samba canção, gravou o primeiro rock – Rock Around the Clock (em inglês); Betinho e seu Conjunto é responsável pelo primeiro rock com guitarra elétrica, o clássico Enrolando o Rock, onde tocou uma Fender Stratocaster; e, ainda, é do compositor Miguel Gustavo, com interpretação de Cauby Peixoto, o primeiro rock com letra em português – Rock and Roll em Copacabana. Mas, de forma especial, foi com a exibição do filme Balanço das Horas (Rock Around the Clock), com trilha sonora de Bill Halley & His Comets, que o rock and roll estourou no país, provocando tamanha confusão nos cinemas, que levou, por exemplo, o governador de São Paulo, Jânio Quadros, a emitir "Nota Oficial", com o seguinte conteúdo: "Determine à polícia deter, sumariamente, colocando em carro de preso, os que promoverem cenas semelhantes. Se forem menores, entregá-los ao honrado Juíz. Providências drásticas". Também marco histórico do nascimento do rock nacional é o 78rpm com as músicas Forgive Me/Handsome Boy, gravado em 1958 pelos irmãos Tony Campello e Celly Campello, vindos do interior de São Paulo, que abriu definitivamente o caminho do disco, dos programas de rádio e televisão e shows. Depois, vieram Sérgio Murilo, Demétrius, Baby Santiago, Wilson Miranda, Ronnie Cord e outros, como Erasmo Carlos (com os Snakes), Eduardo Araújo, Albert Pavão e Renato e Seus Blue Caps, que fizeram a história daquela e das futuras gerações. Entre os clássicos da época, destacaram-se, entre outros, Rock de Morte (Sérgio Murilo), Rock do Saci (Demétrius), Bata Baby (Wilson Miranda), Estou Louco (Baby Santiago), Vigésimo Andar (Albert Pavão), Banho de Lua (Celly Campello), Rua Augusta (Ronnie Cord), Baby Rock (Tony Campello) e Diana (Carlos Gonzaga).
Anos 60
A década de sessenta abriu com a mistura de rock tradicional, som instrumental, surf music e outros ritmos como o twist e o hully gully. Com o surgimento dos Beatles e dos Rolling Stones, o rock brasileiro explodiu definitivamente sob diversas formas, transformando-se em um dos mais criativos da América Latina. O movimento Jovem Guarda, liderado por Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa, envolveu a maioria da juventude, com programas de televisão, shows ao vivo e inúmeros discos, entre lps e os lendários compactos. Em 1966, sob o comando de Roberto Carlos (foto), o I Festival de Conjuntos da Jovem Guarda, promovido pela TV Record, espalhou a febre do rock pelo país, que tomou conta das garagens, clubes sociais, televisões regionais, festas de igreja e aniversários. Além dos três, também destacaram-se os cantores Eduardo Araújo e Ronnie Von e os grupos Renato e Seus Blue Caps, Os Incríveis e The Fevers, entre outros. Ao lado da Jovem Guarda, também a Tropicália, eliminando as fronteiras sonoras e culturais, introduziu a guitarra na tradicional MPB e o discurso político no rock, produzindo a versão brasileira da psicodelia mundial. Neste movimento, destcaram-se intérpretes, compositores e arranjadores como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Torquato Neto, Rogério Duprat e, de forma especial, o grupo Mutantes. Ainda, além desses espaços mais visíveis, o som de garagem também marcou a sua presença no cenário roqueiro nacional, por meio de inúmeros grupos que deixaram raros lps e compactos para a história, como Som Beat, Baobás, Beat Boys e Liverpool.
Anos 70
Os anos 70 foram marcados pelas bandas e intérpretes "made in Brazil", que afirmaram definitivamente a identidade do rock nacional, compondo e cantando em português e, também, ampliando o domínio da técnica, dos equipamentos e dos estúdios. Foi a década que também introduziu no país os grandes shows, tanto em casas de espetáculos, ginásios e, de forma especial, ao ar livre. Iluminados pelo exemplo dos Mutantes, dezenas de grupos desdobraram-se em variadas experiências, do rock visceral do Made In Brazil, ao progressivo Som Nosso de Cada Dia, liderado pelo ex-Incríveis Manito, passando pela psicodelia barroca d'A Barca do Sol, pelo rock rural do Ruy Maurity Trio ou pela mistura de progressivo/erudito/música regional do grupo O Terço, entre outros. Destacaram-se ainda nos anos setenta, os grupos Som Imaginário, O Peso, Bixo da Seda, Moto Perpétuo, Módulo Mil, Arnaldo (Baptista) & Patrulha do Espaço; Sá, Rodrix & Guarabira; Secos & Molhados e Veludo, entre outros. O grande destaque desta década é o surgimento de Raul Seixas que, depois de liderar o grupo Raulzito e Os Panteras, em meados dos anos sessenta, e produzir inúmeros artistas para a CBS, entre eles Jerry Adriani, transformou-se no maior roqueiro do Brasil, com sua colagem universal de Elvis Presley/John Lennon/Luiz Gonzaga.
Anos 80
Nos anos 80, o rock brasileiro se firma no mercado. Nomes consagrados da MPB e da música romântica cedem espaço nas paradas de sucesso a artistas influenciados pelas novas tendências internacionais. Punk, new wave e reggae ecoam no Brasil. O grupo Blitz, liderado por Evandro Mesquita, é o primeiro fenômeno espontâneo. Sua música "Você não soube me amar", de 1982, é sucesso nacional. Segue-se um surto de novos talentos, como Barão Vermelho, que tem Cazuza, considerado o maior letrista do rock brasileiro dos anos 80, Kid Abelha & os Abóboras Selvagens, Legião Urbana, Paralamas do Sucesso e Camisa de Vênus. São eles os novos interlocutores da juventude. Uma fusão de MPB com a música pop internacional ganha espaço no rádio. Eduardo Duzek, Marina Lima, Lulu Santos, Lobão e Ritchie são os representantes dessa tendência. O grupo paulistano RPM, liderado por Paulo Ricardo, chega a vender 2 milhões de discos entre 1986 e 1988. Ainda de São Paulo emergem Ultraje a Rigor (com a música Inútil) e Titãs, cujo disco Cabeça dinossauro transforma-se em marco da musicalidade produzida no período. Veja uma lista das bandas nacionais que mais se destacaram nos anos 80:
Blitz, Barão Vermelho, Camisa de Vênus, Titãs, Ultraje a Rigor, Ira!, Legião Urbana, Os Paralamas do Sucesso, Engenheiros do Havaí, RPM, Cabine C, Kid Abelha & os Abóboras Selvagens, Heróis da Resistência, João Penca e os Miquinhos Amestrados, Capital Inicial, Plebe Rude, Finis Africae, Biquini Cavadão, Lobão e os Ronaldos, Ritchie, Rádio Táxi, Roupa Nova, Lulu Santos, Leo Jaíme, Kiko Zambianchi, Os Inocentes, Cólera, Ratos de Porão, Garotos Podres, Olho Seco e Mercenárias
Anos 90
Nos anos 90, aparecem grupos cantando em inglês, que abrem perspectivas de sucesso internacional. O grupo mineiro Sepultura consagra-se na Europa e nos Estados Unidos. O grupo paulistano Viper conquista o Japão. A partir de 1993 voltam a fazer sucesso bandas que cantam em português e incorporam ritmos regionais nordestinos, como os Raimundos (de Brasília) e Chico Science & Nação Zumbi e Mundo Livre S/A (do Recife).
Introdução
O rock brasileiro nasceu tão logo Elvis Presley disparou o primeiro dos três acordes de That's Alright Mama, e as primeiras cenas de "Rock Around The Clock/Balanço das Horas" - passaram nas telas dos cinemas brasileiros, com a trilha sonora de Bill Halley & His Comets. Em meados dos anos 50, inicialmente pelas mãos e vozes de orquestras de baile e cantores populares, como Betinho e Seu Conjunto, Nora Ney e Cauby Peixoto, o rock and roll tomou conta dos rádios, televisões e produziu ídolos como Sérgio Murillo, Tony e Celly Campello. Em seguida, com a entrada em cena da fase instrumental, os novos roqueiros agregaram à história do rock nacional os sons das guitarras, influenciados por grupos como os ingleses Shadows e os americanos Ventures, ampliando a cultura musical da juventude. Depois, nos anos 60, com a chegada dos Beatles, dos Rolling Stones e Jimi Hendrix, vieram a Jovem Guarda, a Tropicália e o som de garagem, com seus yê-yê-yês, distorções de guitarras e contestação. A experiência acumulada desembocou na geração dos anos 70, com o rock made in Brazil, que aprofundou as misturas sonoras, incorporando o progressivo, a música rural e outros sons nordestinos. As várias fases do rock brasileiro seguem explicadas abaixo.
Anos 50
A história do rock no Brasil é basicamente a mesma dos demais países, exceto Estados Unidos, onde ele nasceu, e Inglaterra, onde, de certa forma, o skiffle assimilou a seu jeito e de forma mais rápida a nova linguagem musical. Ao chegar em terras brasileiras, diante da inexperiência dos jovens frente ao ritmo novo, aos instrumentos e, mesmo, à falta de espaço social para a juventude, o rock and roll foi absorvido inicialmente pelas orquestras de jazz, e pelos cantores tradicionais, responsáveis pelos primeiros hits do novo gênero. Assim, Nora Ney, uma cantora de boleros e samba canção, gravou o primeiro rock – Rock Around the Clock (em inglês); Betinho e seu Conjunto é responsável pelo primeiro rock com guitarra elétrica, o clássico Enrolando o Rock, onde tocou uma Fender Stratocaster; e, ainda, é do compositor Miguel Gustavo, com interpretação de Cauby Peixoto, o primeiro rock com letra em português – Rock and Roll em Copacabana. Mas, de forma especial, foi com a exibição do filme Balanço das Horas (Rock Around the Clock), com trilha sonora de Bill Halley & His Comets, que o rock and roll estourou no país, provocando tamanha confusão nos cinemas, que levou, por exemplo, o governador de São Paulo, Jânio Quadros, a emitir "Nota Oficial", com o seguinte conteúdo: "Determine à polícia deter, sumariamente, colocando em carro de preso, os que promoverem cenas semelhantes. Se forem menores, entregá-los ao honrado Juíz. Providências drásticas". Também marco histórico do nascimento do rock nacional é o 78rpm com as músicas Forgive Me/Handsome Boy, gravado em 1958 pelos irmãos Tony Campello e Celly Campello, vindos do interior de São Paulo, que abriu definitivamente o caminho do disco, dos programas de rádio e televisão e shows. Depois, vieram Sérgio Murilo, Demétrius, Baby Santiago, Wilson Miranda, Ronnie Cord e outros, como Erasmo Carlos (com os Snakes), Eduardo Araújo, Albert Pavão e Renato e Seus Blue Caps, que fizeram a história daquela e das futuras gerações. Entre os clássicos da época, destacaram-se, entre outros, Rock de Morte (Sérgio Murilo), Rock do Saci (Demétrius), Bata Baby (Wilson Miranda), Estou Louco (Baby Santiago), Vigésimo Andar (Albert Pavão), Banho de Lua (Celly Campello), Rua Augusta (Ronnie Cord), Baby Rock (Tony Campello) e Diana (Carlos Gonzaga).
Anos 60
A década de sessenta abriu com a mistura de rock tradicional, som instrumental, surf music e outros ritmos como o twist e o hully gully. Com o surgimento dos Beatles e dos Rolling Stones, o rock brasileiro explodiu definitivamente sob diversas formas, transformando-se em um dos mais criativos da América Latina. O movimento Jovem Guarda, liderado por Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa, envolveu a maioria da juventude, com programas de televisão, shows ao vivo e inúmeros discos, entre lps e os lendários compactos. Em 1966, sob o comando de Roberto Carlos (foto), o I Festival de Conjuntos da Jovem Guarda, promovido pela TV Record, espalhou a febre do rock pelo país, que tomou conta das garagens, clubes sociais, televisões regionais, festas de igreja e aniversários. Além dos três, também destacaram-se os cantores Eduardo Araújo e Ronnie Von e os grupos Renato e Seus Blue Caps, Os Incríveis e The Fevers, entre outros. Ao lado da Jovem Guarda, também a Tropicália, eliminando as fronteiras sonoras e culturais, introduziu a guitarra na tradicional MPB e o discurso político no rock, produzindo a versão brasileira da psicodelia mundial. Neste movimento, destcaram-se intérpretes, compositores e arranjadores como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Torquato Neto, Rogério Duprat e, de forma especial, o grupo Mutantes. Ainda, além desses espaços mais visíveis, o som de garagem também marcou a sua presença no cenário roqueiro nacional, por meio de inúmeros grupos que deixaram raros lps e compactos para a história, como Som Beat, Baobás, Beat Boys e Liverpool.
Anos 70
Os anos 70 foram marcados pelas bandas e intérpretes "made in Brazil", que afirmaram definitivamente a identidade do rock nacional, compondo e cantando em português e, também, ampliando o domínio da técnica, dos equipamentos e dos estúdios. Foi a década que também introduziu no país os grandes shows, tanto em casas de espetáculos, ginásios e, de forma especial, ao ar livre. Iluminados pelo exemplo dos Mutantes, dezenas de grupos desdobraram-se em variadas experiências, do rock visceral do Made In Brazil, ao progressivo Som Nosso de Cada Dia, liderado pelo ex-Incríveis Manito, passando pela psicodelia barroca d'A Barca do Sol, pelo rock rural do Ruy Maurity Trio ou pela mistura de progressivo/erudito/música regional do grupo O Terço, entre outros. Destacaram-se ainda nos anos setenta, os grupos Som Imaginário, O Peso, Bixo da Seda, Moto Perpétuo, Módulo Mil, Arnaldo (Baptista) & Patrulha do Espaço; Sá, Rodrix & Guarabira; Secos & Molhados e Veludo, entre outros. O grande destaque desta década é o surgimento de Raul Seixas que, depois de liderar o grupo Raulzito e Os Panteras, em meados dos anos sessenta, e produzir inúmeros artistas para a CBS, entre eles Jerry Adriani, transformou-se no maior roqueiro do Brasil, com sua colagem universal de Elvis Presley/John Lennon/Luiz Gonzaga.
Anos 80
Nos anos 80, o rock brasileiro se firma no mercado. Nomes consagrados da MPB e da música romântica cedem espaço nas paradas de sucesso a artistas influenciados pelas novas tendências internacionais. Punk, new wave e reggae ecoam no Brasil. O grupo Blitz, liderado por Evandro Mesquita, é o primeiro fenômeno espontâneo. Sua música "Você não soube me amar", de 1982, é sucesso nacional. Segue-se um surto de novos talentos, como Barão Vermelho, que tem Cazuza, considerado o maior letrista do rock brasileiro dos anos 80, Kid Abelha & os Abóboras Selvagens, Legião Urbana, Paralamas do Sucesso e Camisa de Vênus. São eles os novos interlocutores da juventude. Uma fusão de MPB com a música pop internacional ganha espaço no rádio. Eduardo Duzek, Marina Lima, Lulu Santos, Lobão e Ritchie são os representantes dessa tendência. O grupo paulistano RPM, liderado por Paulo Ricardo, chega a vender 2 milhões de discos entre 1986 e 1988. Ainda de São Paulo emergem Ultraje a Rigor (com a música Inútil) e Titãs, cujo disco Cabeça dinossauro transforma-se em marco da musicalidade produzida no período. Veja uma lista das bandas nacionais que mais se destacaram nos anos 80:
Blitz, Barão Vermelho, Camisa de Vênus, Titãs, Ultraje a Rigor, Ira!, Legião Urbana, Os Paralamas do Sucesso, Engenheiros do Havaí, RPM, Cabine C, Kid Abelha & os Abóboras Selvagens, Heróis da Resistência, João Penca e os Miquinhos Amestrados, Capital Inicial, Plebe Rude, Finis Africae, Biquini Cavadão, Lobão e os Ronaldos, Ritchie, Rádio Táxi, Roupa Nova, Lulu Santos, Leo Jaíme, Kiko Zambianchi, Os Inocentes, Cólera, Ratos de Porão, Garotos Podres, Olho Seco e Mercenárias
Anos 90
Nos anos 90, aparecem grupos cantando em inglês, que abrem perspectivas de sucesso internacional. O grupo mineiro Sepultura consagra-se na Europa e nos Estados Unidos. O grupo paulistano Viper conquista o Japão. A partir de 1993 voltam a fazer sucesso bandas que cantam em português e incorporam ritmos regionais nordestinos, como os Raimundos (de Brasília) e Chico Science & Nação Zumbi e Mundo Livre S/A (do Recife).
QUAL É SEU ESTILO

EMOS: um novo estilo. Tudo sobre roupa, linguagem, maneira de estar.
Foram-se os dias das patricinhas, dos góticos e neo-hippies. A nova tribo que está tomando conta das ruas das grandes cidades brasileiras são os emos. O nome vem de emotional hardcore, vertente do punk que mescla som pesado com letras românticas. Mas o que distingue os emos não é só a música, e sim as atitudes. Eles têm entre 11 e 18 anos e, nas roupas, são capazes de misturar as botas do punk, o colar de Wilma, a mulher de Fred Flintstone, e uma camiseta com a gatinha Hello Kitty. Não escondem os sentimentos, expressam abertamente suas emoções, preconizam e praticam a tolerância sexual. ‘Os emos têm um estilo de vida compatível com minha sexualidade. São menos preconceituosos’, diz o paulistano Rafael Adami, de 15 anos, que afirma já ter namorado meninos e meninas. ‘Gosto de meninas, mas isso não me impede de achar o estilo de outro cara legal’, diz o gaúcho Douglas Palhares, de 17 anos. ‘Nossa sociedade é discriminadora.’
O gênero emocore nasceu em Washington, na década de 80, para designar bandas que tocavam letras introspectivas, com batida pesada. Hoje, as principais são Good Charlotte, The Used e My Chemical Romance. ‘É uma vertente do hardcore, por sua vez fruto do punk. Mas os punks têm letras políticas, enquanto as composições emos falam do que os adolescentes sentem’, diz Marco Badin, dono da casa noturna Hangar 110. Essa é a chave do sucesso do emocore. Emos são expansivos. Gostam de trocar elogios, abraços e beijos em público. Ainda que não tenham um relacionamento, amigas emos se chamam de ‘maridas’. ‘As pessoas precisam cada vez mais dizer e ouvir um ‘eu te amo’. De nada vale ser o fortão’, diz o jovem emo Rafael.
Esse tipo de comportamento tem alarmado muitos pais. ‘Estranhei quando ele começou a pintar os olhos e as unhas’, diz Dalva Bonfim, mãe de Rafael, que afirma ser bissexual. ‘Fiquei deprimida quando ele me contou. Mas, mesmo sem aceitar, respeito a opção dele.’ Também há um enorme preconceito contra a tribo. Não é incomum que os emos sejam insultados ou até agredidos por outros jovens. Na Galeria do Rock, em São Paulo, onde se reúnem às sextas-feiras, são freqüentes arrastões em que a garotada, perplexa, é expulsa do local a tapas por punks mais velhos – supostamente, a inspiração dos emos. ä Os próprios donos das lojas desconfiam da presença infanto-juvenil, dizem que os emos espantam fregueses. Na escola, a discriminação também é forte. Um adolescente emo de um tradicional colégio paulista foi alvo de agressão dentro da escola depois de publicar no Orkut uma foto em que beijava um colega. Teve de sair da escola e hoje está em intercâmbio na Europa. ‘Na rua, tem gente que me chama de sapatão’, diz a emo Laura Battaglia, de 14 anos. Os comentários mais maldosos ficam para os meninos. ‘Já disseram que eu era gay e me chamaram de emocinha’, diz Bruno Tonel, de 17 anos, de São Paulo.Ele diz namorar uma garota emo e afirma não se importar em ter amigos sexualmente flexíveis.
Para Regina de Assis, doutora em Educação pela Universidade Columbia, a tolerância é o traço de comportamento que distingue os emos de outros jovens. ‘A atitude dos emos irrita outros jovens porque eles não temem os sentimentos, enquanto a maioria dos adolescentes busca afeto optando pela agressividade’, diz. Há várias comunidades no Orkut dedicadas a atacar os emos. Os nomes de algumas beiram o bizarro, como ‘Hitler também era emo’. Alguns fãs de música emocore afirmam que existem muitos ‘paraguaios’ – gíria usada pela turma para caracterizar aqueles que se fazem passar por emos sem entender nada da cultura. Muitos nem gostam da música, mas adotam as mesmas roupas e acessórios.
Confira algumas das características da tribo:
Gostar de música emocore. O estilo mescla a batida hardcore com letras românticas e poesias adolescentes Viver na internet e no Orkut. Todas as bandas emo brasileiras colocam suas composições em sites Ser emotivo. Os emos choram ouvindo músicas que falam de amoresperdidos e rejeição dos pais Dar demonstrações explícitas de carinho. Meninos e meninas se beijam, se abraçam em público, seja com pessoas do sexo oposto, seja com as do mesmo sexo Aceitar a opção sexual do outro sem preconceitos Criticar pessoas violentas. Bater é altamente reprovável entre os emos Escrever diários, poesias e músicas. Isso vale para meninas e meninos Usar roupas que mesclam a rebeldia punk com os ícones infantis. Meninas e meninos usam rosa Usar cabelos lisos com enormes franjas no rosto. Usadas somente de um lado, denotam certa ambigüidade sexual Não curtir drogas Lutar por um mundo sem violência, em que um dia todos se abracem sem parar.
Saiba quais são as roupas e os acessórios desses adolescentes
É facílimo identificar um emo, mesmo que você nunca tenha ouvido falar neles. A marca registrada está no cabelo, com franja usada em cima dos olhos, somente de um lado do rosto. O visual é a própria contradição da adolescência. “Ao mesmo tempo que demonstram rebeldia, que aparece no preto, têm também uma vontade de se manter na infância, daí os ícones infantis”, afirma a jornalista de moda Lilian Pacce.
ANOS 80 O tênis nacional Mad Rats faz sucesso nos pés dos emos.
REBITE Os cintos são usados por meninos e meninas.
WILMA FLINTSTONE Colares e pulseiras são inspirados na personagem.
BUTTONS Os emos adoram usar broches em bonés e mochilas.
INFANTIL A camiseta mescla rebeldia com um desenho fofinho.
Como outras tribos adolescentes, os emos têm linguagem própria:
Diminutivos – Trocam amor por amorzinho, lindo por lindinho, cão porcãozinho, e por aí vai Internetês – Conversam trocando letras e assassinando a gramática.“Sabia que eu te amo?” se transforma em “Xabia q eu ti amu?” Paraguaios – Ou emos “posers”, que não gostam da música, mas se vestem com as mesmas roupas da tribo “Oi, lindo!”, “Oi, linda!” e “Que meeeigo!” ou “Que fooófis!!!”, “Ela é minha marida” são os termos mais usados pelos emos
Foram-se os dias das patricinhas, dos góticos e neo-hippies. A nova tribo que está tomando conta das ruas das grandes cidades brasileiras são os emos. O nome vem de emotional hardcore, vertente do punk que mescla som pesado com letras românticas. Mas o que distingue os emos não é só a música, e sim as atitudes. Eles têm entre 11 e 18 anos e, nas roupas, são capazes de misturar as botas do punk, o colar de Wilma, a mulher de Fred Flintstone, e uma camiseta com a gatinha Hello Kitty. Não escondem os sentimentos, expressam abertamente suas emoções, preconizam e praticam a tolerância sexual. ‘Os emos têm um estilo de vida compatível com minha sexualidade. São menos preconceituosos’, diz o paulistano Rafael Adami, de 15 anos, que afirma já ter namorado meninos e meninas. ‘Gosto de meninas, mas isso não me impede de achar o estilo de outro cara legal’, diz o gaúcho Douglas Palhares, de 17 anos. ‘Nossa sociedade é discriminadora.’
O gênero emocore nasceu em Washington, na década de 80, para designar bandas que tocavam letras introspectivas, com batida pesada. Hoje, as principais são Good Charlotte, The Used e My Chemical Romance. ‘É uma vertente do hardcore, por sua vez fruto do punk. Mas os punks têm letras políticas, enquanto as composições emos falam do que os adolescentes sentem’, diz Marco Badin, dono da casa noturna Hangar 110. Essa é a chave do sucesso do emocore. Emos são expansivos. Gostam de trocar elogios, abraços e beijos em público. Ainda que não tenham um relacionamento, amigas emos se chamam de ‘maridas’. ‘As pessoas precisam cada vez mais dizer e ouvir um ‘eu te amo’. De nada vale ser o fortão’, diz o jovem emo Rafael.
Esse tipo de comportamento tem alarmado muitos pais. ‘Estranhei quando ele começou a pintar os olhos e as unhas’, diz Dalva Bonfim, mãe de Rafael, que afirma ser bissexual. ‘Fiquei deprimida quando ele me contou. Mas, mesmo sem aceitar, respeito a opção dele.’ Também há um enorme preconceito contra a tribo. Não é incomum que os emos sejam insultados ou até agredidos por outros jovens. Na Galeria do Rock, em São Paulo, onde se reúnem às sextas-feiras, são freqüentes arrastões em que a garotada, perplexa, é expulsa do local a tapas por punks mais velhos – supostamente, a inspiração dos emos. ä Os próprios donos das lojas desconfiam da presença infanto-juvenil, dizem que os emos espantam fregueses. Na escola, a discriminação também é forte. Um adolescente emo de um tradicional colégio paulista foi alvo de agressão dentro da escola depois de publicar no Orkut uma foto em que beijava um colega. Teve de sair da escola e hoje está em intercâmbio na Europa. ‘Na rua, tem gente que me chama de sapatão’, diz a emo Laura Battaglia, de 14 anos. Os comentários mais maldosos ficam para os meninos. ‘Já disseram que eu era gay e me chamaram de emocinha’, diz Bruno Tonel, de 17 anos, de São Paulo.Ele diz namorar uma garota emo e afirma não se importar em ter amigos sexualmente flexíveis.
Para Regina de Assis, doutora em Educação pela Universidade Columbia, a tolerância é o traço de comportamento que distingue os emos de outros jovens. ‘A atitude dos emos irrita outros jovens porque eles não temem os sentimentos, enquanto a maioria dos adolescentes busca afeto optando pela agressividade’, diz. Há várias comunidades no Orkut dedicadas a atacar os emos. Os nomes de algumas beiram o bizarro, como ‘Hitler também era emo’. Alguns fãs de música emocore afirmam que existem muitos ‘paraguaios’ – gíria usada pela turma para caracterizar aqueles que se fazem passar por emos sem entender nada da cultura. Muitos nem gostam da música, mas adotam as mesmas roupas e acessórios.
Confira algumas das características da tribo:
Gostar de música emocore. O estilo mescla a batida hardcore com letras românticas e poesias adolescentes Viver na internet e no Orkut. Todas as bandas emo brasileiras colocam suas composições em sites Ser emotivo. Os emos choram ouvindo músicas que falam de amoresperdidos e rejeição dos pais Dar demonstrações explícitas de carinho. Meninos e meninas se beijam, se abraçam em público, seja com pessoas do sexo oposto, seja com as do mesmo sexo Aceitar a opção sexual do outro sem preconceitos Criticar pessoas violentas. Bater é altamente reprovável entre os emos Escrever diários, poesias e músicas. Isso vale para meninas e meninos Usar roupas que mesclam a rebeldia punk com os ícones infantis. Meninas e meninos usam rosa Usar cabelos lisos com enormes franjas no rosto. Usadas somente de um lado, denotam certa ambigüidade sexual Não curtir drogas Lutar por um mundo sem violência, em que um dia todos se abracem sem parar.
Saiba quais são as roupas e os acessórios desses adolescentes
É facílimo identificar um emo, mesmo que você nunca tenha ouvido falar neles. A marca registrada está no cabelo, com franja usada em cima dos olhos, somente de um lado do rosto. O visual é a própria contradição da adolescência. “Ao mesmo tempo que demonstram rebeldia, que aparece no preto, têm também uma vontade de se manter na infância, daí os ícones infantis”, afirma a jornalista de moda Lilian Pacce.
ANOS 80 O tênis nacional Mad Rats faz sucesso nos pés dos emos.
REBITE Os cintos são usados por meninos e meninas.
WILMA FLINTSTONE Colares e pulseiras são inspirados na personagem.
BUTTONS Os emos adoram usar broches em bonés e mochilas.
INFANTIL A camiseta mescla rebeldia com um desenho fofinho.
Como outras tribos adolescentes, os emos têm linguagem própria:
Diminutivos – Trocam amor por amorzinho, lindo por lindinho, cão porcãozinho, e por aí vai Internetês – Conversam trocando letras e assassinando a gramática.“Sabia que eu te amo?” se transforma em “Xabia q eu ti amu?” Paraguaios – Ou emos “posers”, que não gostam da música, mas se vestem com as mesmas roupas da tribo “Oi, lindo!”, “Oi, linda!” e “Que meeeigo!” ou “Que fooófis!!!”, “Ela é minha marida” são os termos mais usados pelos emos
quarta-feira, 12 de maio de 2010

SEJAM BEM VINDOS!!!!!!
Este é meu blogger, minha primeira postagem...
Este link para o meu orkut , Sigam-me....
Assinar:
Postagens (Atom)